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5 Dicas para Parar de Pensar Demasiado

Mais imediato e compreensível na língua inglesa, por se tratar apenas de uma palavra – overthinker –, todos nós, em algum momento das nossas vidas,pensámos demasiado sobre certo assunto.

Sendo que por um lado nos pode levar aonde queremos chegar: a resolução ótima de determinada situação, muitas vezes não é assim; e o que tende a acontecer é em pensarmos demasiado sem nenhuma estratégia ou objetivo – simplesmente não conseguimos evitar.

O que, por sua vez, se traduz em preocupação desmedida e até, ou sobretudo, problemas somáticos, entenda-se problemas ligados a mal-estar físico, seja enquanto sintomas mais ligeiros como dores de costas ou mais profundos tais como problemas gástricos.

    Aqueles que pensam demais costumam ter insónias, problemas de concentração e perdas de energia. Em casos extremos pode levar a ansiedade crónica ou depressão. Mas não é preciso chegarmos a situações-limite para este ser um tema relevante: o tempo que se emprega neste tipo de pensamento é valioso… e poderíamos estar a usá-lo para fazer coisas de que gostamos e que contribuam para o nosso bem-estar. Estudos apresentam que 90% dos nossos pensamentos são sobre o mesmo tema sem alterações na ação.

    Pensar demasiado pode estar a ser usado como estratégia para não estar em contacto com sentimentos. Assim, a fuga para a mente, tão aceite na nossa sociedade, permite por algum tempo sair da realidade corporal, mas sem dela sair pois será mais tarde apresentada em sintomas.

A boa noticia é que há estratégias para lidar com o pensamento desenfreado, até porque é um mito que “pensar demasiado” seja algo inato e, por isso, inalterável. Abaixo apresentamos três dicas para escapar ao círculo vicioso de pensar demasiado.

Perceber a importância da respiração

    A respiração é o mediador, ela consegue desacelerar pensamento e conectar-nos novamente com a realidade do ‘aqui e agora’. Fazer lentamente 3 respirações profundas permitirá ao nosso corpo assumir o controlo sobre o pensamento. Nós sabemos: está a pensar: “mas eu respiro!” Sim, respiramos e por isso estamos vivos; mas respirar de forma consciente, profunda e pausada… isso já requer treino!

Fazer do corpo o nosso maior aliado

    Sinta os seus pés, qual a temperatura que eles têm, como os sente nos sapatos que está a calçar… Os pés carregam o seu peso todo o dia, que tal dar-lhe um pouco de atenção? Os seus pensamentos não vão gostar muito desta ideia, mas deve experimentar!

Conhecer os pensamentos gatilho

    Durante o dia, e noite, o nosso cérebro tem milhares de pensamentos. Enquanto uns não tem grande importância, outros estão carregados de significado – despertam a nossa atenção e uma explosão de sensações, emoções e sentimentos.

    Dentro destes pensamentos gatilho, temos aqueles que despertam a nossa atenção de forma positiva: um projeto novo, um plano de férias, um dia importante, etc.; mas há também, naturalmente, aqueles que são negativos: normalmente começam com “e se…” e levam-nos para uma espiral negativa de suposições, podendo juntar-se ainda a estes “e se…” de forma redundante preocupações.

    O site Psyche faz uma boa analogia para não sermos sugados nessa espiral: imaginar que estes pensamentos negativos são como um estacão de comboios. Se entrarmos no primeiro comboio, este irá levar-nos mais longe, neste caso, para algo ainda mais negativo; então, a carruagem “e se eles não gostarem de mim?” pode levar a uma outra, negativamente consequente: “não vou conseguir lidar com isso” à “então é melhor não ir.”

    A dica está em não entrar no primeiro comboio, para também não acrescentar carruagens, uma vez que isso fará com o cérebro se ressinta, da mesma forma que um comboio lento, pesado e sem força dificilmente levará alguém a bom-porto (ou boa-estação!).

Reconhecer o que podemos ou não controlar

    Embora os pensamentos gatilho acima referidos apareçam inadvertidamente, podemos controlar o passo seguinte: seguir-lhes o rasto ou não. Uma forma elucidativa de explicar este ponto é compará-lo  às chamadas telefónicas que recebemos: não conseguimos controlar quem nos liga, mas podemos decidir se atendemos ou não (infelizmente não é possível desligar o telefone neste exemplo).

    O telefone continuará a tocar durante algum tempo, tal como o pensamento. A chave do sucesso está em resistir à tentação de atender – ou seja, de dar atenção ao pensamento – porque, eventualmente, o som vai parar.

Adiar e reduzir preocupações

    Lido o ponto acima, eventualmente pensou: “pois, mais fácil dizer do que fazer”. Isto porque é mesmo muito difícil conseguir ter este tipo de controlo de pensamento, uma vez que falamos em situações anárquicas e aleatórias. Mas uma técnica interessante para perceber se, de facto, conseguimos controlar os nossos pensamentos/forma de pensar é a seguinte: alocar uma faixa horária para pensar em tudo o que quiser. Literalmente marcar no calendário um tempo só para nós, das 19h30 às 20h; das 22h às 23h, o que sentirmos que é necessário.

    Ao fazermos isto, durante o dia, podemos então pensar: “Lido com isto mais tarde.” Assim, o que estamos a fazer, na realidade, é a controlar algo que achávamos incontrolável.

    Por outro lado, podemos também chegar à conclusão de que aqueles pensamentos incontroláveis que nos levavam para comboios carregados de frustração são, na verdade, bastante efémeros – e, se calhar, não tão permanentes.

    Para terminar, convém sublinhar que haverá muitas mais estratégias além destas; contudo, importa ressalvar que muitas, como planeamento excessivo ou buscar incessante por respostas, podem dar em resultados opostos aos pretendidos.

    Experimentar algumas das dicas deste artigo pode parecer desconfortável, uma vez que apresentam novidade. É importante, também, compreender que fazer o mesmo só porque já nos é habitual não significa que seja o melhor para nós.

    Artigo inspirado em How to stop overthinking, disponível aqui.

 

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