O que têm em comum temas como: corpo, emoção, sentimento, consciência corporal, qualidade de vida e regulação emocional? Este será o desafio para o 4º evento Anual do Instituto Português de Psicoterapia Corporal a realizar em novembro.

A saúde emocional compreende o equilíbrio nas diferentes dimensões do ser humano: física, social, familiar, profissional, emocional e espiritual. A saúde emocional permite uma maior capacidade para lidar com eventos stressores e possibilita uma adaptabilidade e ajuste aos diferentes eventos do dia-a-dia, desenvolvendo-se de forma contínua ao longo do tempo.

Segundo Damásio (2017) “a emoção é um conjunto de reacções corporais, automáticas e inconscientes, face a determinados estímulos provenientes do meio onde estamos inseridos”. Observamos em contexto clínico que a pessoa detentora de saúde emocional apresenta maior resiliência face a estímulos que poderiam desencadear reações adversas, quer físicas quer emocionais. A partir da frase de Damásio, acima descrita, podemos constatar que uma pessoa que um nível óptimo de saúde emocional apresenta um maior ajuste nas reações corporais espontâneas quando sujeitas a estímulos externos negativos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde emocional como “um estado de bem-estar onde o indivíduo realiza as suas próprias habilidades, lida com os fatores stressantes normais da vida, trabalha produtivamente e é capaz de contribuir com a sociedade”.  No livro “An invitaton to health” as autoras referem algumas características de pessoas com saúde emocional que incluem: determinação e esforço para ser saudável, desenvolvimento de um sentido de significado e afirmação para a vida, compaixão pelos outros, satisfação nas relações interpessoais, um senso de controle sobre a mente e o corpo que leva a escolhas e decisões que aumentam a saúde. 

Vemos, então, que a saúde emocional tem inerente um modelo de atuação humana baseado no desenvolvimento pessoal com foco no estímulo de habilidade e hábitos positivos.

Retomando a pergunta que iniciou este artigo – o que têm em comum temas como: corpo, emoção, sentimento, consciência corporal, qualidade de vida e regulação emocional? São o reconhecimento de que o Corpo é parte integrante do Ser (unidade funcional mente-corpo), são temas que permitem compreender a consciência corporal como meio para atingir uma autoconsciência de emoções e sentimentos, são caminhos possíveis para trabalhar a autorregulação e por isso mesmo, são caminhos possíveis para atingir o bem estar.

Consideramos que objectivar a saúde emocional é necessário nas intervenções clínicas, quer como elemento de consciência de autorresponsabilização no processo de cura quer como responsabilidade social na intenção de psicoeducação. Diferentes perspectivas teóricas unem-se num ponto comum: promoção do bem estar daquele que procura a terapia, para o ajudar a melhorar a sua qualidade de vida.

Vamos explorar novas perspectivas? As inscrições para o 4º Evento Anual já estão a decorrer, siga o link


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